Enfim sós!

•abril 5, 2012 • Deixe um comentário

A humanidade capricha nas suas tradições, nos seus valores e crenças do que verdadeiramente é bom conquistar na vida. Quando éramos crianças nossas mães embalavam nossos sonhos parafraseando contos de fadas, transferindo histórias contadas pelos seus pais e cantando musicas tradicionalistas. Na fase adulta, lembramos delas como jóias únicas, e a tendência é fazermos o mesmo pelos nossos filhos. Quão bom é soar na nossa mente e correr pelo nosso peito, aquela junção de amor, afeto e segurança que tínhamos, incondicionalmente? Aqueles conselhos incontestáveis e repreensões inesquecíveis, que de vez em quando clareiam nossas idéias e nos movimentam, comprovam que ainda surtem efeitos.

A história antecipa que um dia, casaremos, daremos seqüência a nossa família gerando filhos e vivendo felizes para sempre. Mesmo assim, existem algumas pessoas consideradas exceções, que insistem em fazer diferente, inovar talvez, e que descobrem tarde ou se sentem ultrapassadas no tempo, o sentido desse fluxograma. A verdade é que no fundo, queremos experimentar o sentimento que toma o ser daquelas pessoas que promulgaram lágrimas, enquanto juravam amor eterno, à pessoa que compreendeu os seus sentimentos.

Termos um comportamento comum a todos e descrito mundialmente, dificilmente faria de nós seres comuns, mas sim, dignos de dar continuidade a nossa geração e de pregarmos verdadeiramente o amor. Quantos mais além da minha pessoa renderam-se a esse processo simples e pré-histórico, delineado? As conseqüências de sorrirmos sozinhos, não poderão em hipótese alguma, serem comparadas as do riso a dois.

Enfim sós! Soa a realização de um sonho inocente, de nossos avôs, pais e amigos, e que compartilhamos com todo o prazer do mundo, o fato de estarmos realizados.

Case-se! Troque alianças, compartilhe dias, comemore feitos, brinde com os sucessos, divida segredos e comece quantas vezes for preciso. Comemore e compartilhe o lado bom da vida.

Leva-se uma vida praticando!

•abril 27, 2011 • 1 Comentário

Pensando no fato de que vivemos apenas um dia por vez e que cada um é diferente do outro, logo me vem a certeza de que junto com eles surgem oportunidades, alegrias, adversidades, problemas e até o que eu nem conseguiria imaginar agora… Tanto hoje como amanhã quero me sentir (pra começar) preparada para o que surgir, seja algo bom ou ruim. Mesmo que possamos passar horas a fio, meses e anos em busca de conhecimentos para gerar um resultado constantemente positivo, nada é tão garantido como uma experiência. Essa sim, nos dá a todo o momento um caminho alternativo, caso saibamos nos policiar diariamente. Porém ninguém, nem mesma eu, quero provar na pele o que poderia saber antecipadamente.

Entre idas e vindas, gostos e dissabores, com a percepção ampliada e recursos inteligentes, somos sim capazes de práticas bem-sucedidas. Mas como diz um velho amigo meu: Leva-se uma vida praticando!

Nem o ser humano mais rico, inteligente, feliz ou qualquer outra característica que possamos nomear para a individualidade de cada um sobre a palavra sucesso, não poderia ele ser independente de um amigo pra apoiá-lo, da família pra abraçar, de um amor pra compartilhar, de espiritualidade pra renovar-se, de fé pra recomeçar, de… e … des… Ninguém neste mundo é diferente de todos nós, somos sim, dependentes de muitas coisas, fatores e pessoas para impulsionar a busca pelo nosso EU interior.

Às vezes somos criticados, às vezes elogiados, quando logo praticamos a paciência e na outra a humildade, às vezes construímos com elas e em outras permitimos a autodestruição. Tudo depende do que praticamos naquele momento e naquela exata etapa da vida.  Reconheço que muitos conselhos que recebi há muitos anos atrás, se tivesse os seguido teria outros resultados hoje, bons ou ruins, mas diferentes. Por isso a importância de termos uma percepção sobre as coisas que nos acontece para sabermos construir caminhos sólidos e acolhedores.

Na pior das hipóteses praticaremos até aprender o que ainda não temos habilidade para fazer o melhor. E na melhor das hipóteses criaremos o hábito de praticar o que nos faz bem diariamente e assim vivermos dias felizes, com uma história feliz e um ar de plenitude, Eu Sou!

Fiz as minhas malas agora preciso partir!

•março 23, 2011 • 2 Comentários

Levamos uma vida para construir algo sólido e no mínimo digno de acreditarmos que é verdadeiro e assim de repente, nos tiram o chão. Seria uma realidade ou algo que deixamos passar pelos nossos olhos porque vimos apenas o que queríamos? Independente dos motivos que ocasionaram os fatos, temos a capacidade de aceitar o que aconteceu, munindo-nos de forças e criando uma nova fase na nossa vida.

Minha mãe sempre me disse: – Quando as coisas não forem como você planejou, faça as malas e parta, tenha a certeza de que da mesma forma que construiu até aqui, terá forças para mudar e começar novamente. E ela tinha razão, elas sempre têm razão.

Quero que me diga se existe no mundo uma pessoa mais importante do que a nós mesmos… Eu verdadeiramente desconheço este outro ser que não seja eu mesma. É óbvio que se alguém nos machuca dessa pessoa não precisamos, pois sempre haverá outra capaz de suprir nosso ser de tal forma que não acreditaremos ser verdade. E é com esse pensamento que lido com os meus afetos e desafetos, tropeços, acertos, começos e fins.

Jamais eu pintaria uma lágrima no rosto de quem me provoca um imenso carinho e é com essa mesma certeza que eu não permito que borrem o meu. Quando faço as malas é minha obrigação partir rumo ao que me é de direito, pois amanhã é o hoje que ainda não vivi e quero fazer dele um ontem que nunca senti.

A verdadeira felicidade!

•janeiro 2, 2011 • 1 Comentário

Passamos uma vida desejando sermos plenamente felizes, simplesmente e habitualmente nomeamos pedaços de sorrisos como um momento feliz. Bem como, dizemos sempre no passado que éramos felizes e empurrando pro futuro que seremos felizes quando realizarmos aquele sonho. Seria isso uma forma de expressar a ausência de felicidade no presente ou uma forma de nos enganarmos achando que haverá outro sentimento diferente daquele que sentimos neste exato momento? Como se hoje não precisássemos dessa intangível felicidade.

O sentimento que nos toma neste aqui e agora, é a única verdade do que realmente somos, porque podemos mudar o que guardamos no peito sobre tudo o que está no passado ou no futuro independente dos fatos, estes jamais mudaremos. Então ser feliz é uma escolha!

Podemos escolher lamentar o fato de não termos conseguido realizar nossos planos como gostaríamos ou podemos escolher que esse é o melhor caminho pra seguirmos. Sempre seremos os únicos culpados do que acontece conosco, então somos os únicos capazes de mudar qualquer coisa que queiramos em nossa vida.

Com essa mesma certeza quando somos felizes não temos do que reclamar porque tudo faz sentido, mesmo que estejamos a fazer nada é gratificante porque podemos não fazer nada.

A felicidade mora dentro de nós e não está em qualquer futilidade conquistável, não tem prazo de validade e nem se resume a momentos. A felicidade é o quanto nos orgulhamos de nós mesmos, é o quanto podemos ser nós mesmos sem medo de críticas, sem medo do que os outros pensam que é melhor pra nós.

Felicidade é ter ao nosso lado as pessoas que nos aceitam como somos, mesmo quando parecemos bobos, quando erramos, quando nos divertimos comendo qualquer coisa, quando estamos em qualquer lugar e nos é o melhor lugar do mundo. Felicidade é ser aceito não pelos outros, mas por nós mesmos!

O que nos causa felicidade nunca será o mesmo motivo que causará a felicidade aos outros, então pra que pensarmos que ser feliz é sermos diferentes do que já somos? Assim temos um trabalho dobrado, não seremos felizes e cansaremos buscando o que não sabemos ao certo que nos fará felizes.

Que possamos escolher a felicidade todos os dias e ter a certeza de que aproveitar este momento é resolver a melhor fórmula que alguém poderia inventar pra ser feliz.

Aqui e agora!

Segredo meu ou seu?

•setembro 3, 2010 • 3 Comentários

Incrível o quanto é difícil de entendermos isso na vida, um segredo meu não é seu e um seu nunca será meu, para que eu ou você possa confidenciá-lo a outra pessoa. O mais incrível é que sabemos o quanto as pessoas são movidas a sentimentos momentâneos e que hoje pode ser que tenhamos alguém maravilhoso que nos entenda e não julga as nossas perversidades, dores, loucuras, desejos e aquela coisa toda que não queremos que o mundo saiba. Mas amanhã essa mesma pessoa pode ter outros interesses (e terá), tornando a amizade construída e a confiança em algo desnecessário para o novo momento da sua jornada e conta nossos segredos.

A facada é grande no peito, afinal quando nos entregamos com sinceridade a alguém nunca esperamos o pior dela. Logo gostamos um do outro pelas qualidades e não pelos defeitos, esses a gente até finge que não sabe.

E ficamos sem entender o que fazer depois de uma quebra de encanto tão forte. Será que devemos confiar em outra pessoa novamente? É obvio que sim! Porém com uma pequena parcela de precaução, conta-se apenas o que não corremos o risco de sair magoados caso venha à tona. Aqueles segredos “cabeludos” é melhor contar a si próprio até cansar e por fim esquecer naquele labirinto da mente. São poucos os momentos em que nos deparamos com eles novamente na vida.

Agora se precisamos nos abrir a alguém para colher um ótimo conselho, o melhor é estudar o seu currículo de amizades e bem feitorias aos mesmos, se não encontrarmos a preferência é desistir. Mas se mesmo assim a necessidade é extravagante, vale lembrarmo-nos de que ninguém tem a melhor resposta do que nós mesmos. Avaliando bem é um passa tempo, um cafezinho pra relaxar e perceber que os outros também têm problemas e os nossos são pequenos comparados com os que se ouve por aí.

Uma boa pedida nessa hora é dar um tempo, relaxar a mente, esfriar a cabeça, viajar, se afastar da rotina e logo a solução está em nossas mãos. Não precisamos fazer tudo isso ao mesmo tempo, mas uma de cada vez. Somos capazes de mover o mundo, imagine se um espinho na nossa alma é capaz de nos deter… Nem aqui, nem na China!

Quando descrevemos um problema que nos acontece na terceira pessoa do singular, ele ou ela, vendo o problema de fora e contando a uma quarta pessoa imaginária que não está envolvida, se tem uma visão totalmente diferente. De certa forma nos aconselhamos de tal maneira que não poderá ter nenhum outro que supere.

Exemplo!

Fato: Eu Ângela ganhei um anel junto com um pedido de namoro do Bruno. Agora não sei o que fazer, preciso de ajuda.

Descrevendo: Ana, acredita!  A Ângela que não sabe o que quer da vida nesse momento ganhou um anel do Bruno que ela está conhecendo ainda e ele a pediu em namoro. Qual é a sua opinião sobre o que ela deve fazer? O que ela vai ter de positivo e negativo caso aceite ou não o seu pedido? Seja sincera Ana, você é minha amiga e sempre me deu força nas minhas decisões mais importantes. Sei que sabe o que é melhor pra Ângela!

Uma excelente forma de não contar a ninguém e decidirmos sozinhos o que vai acontecer na vida de quem realmente importa: Nós!

Somos incríveis e a maior farmácia do mundo está em nosso interior. Que não nos sintamos envergonhados de entrar nela. Não custa nada!

Combinado?

Sim. Eu disse adeus!

•agosto 10, 2010 • Deixe um comentário

Quantas desculpas podem ser ditas pra não se fazer as coisas e que não passam de meras desculpas.

Ficar sozinho faz bem.

Muito espetacular é perceber detalhes e pensar na vida a caminho pro trabalho, por exemplo. Se doar o máximo nas oito horas em que se dedica a ganhar dinheiro pra ter tudo o que a luxúria permite.  Conhecer novas pessoas, ouvir suas histórias, seus acasos e seus sonhos, mas sem se envolver em suas dores. Lembrar que se está apaixonado ou que um dia teve um grande amor, ouvir aquela música que lembra quando se conheceram. Fechar os olhos e sentir o beijo gostoso daquela pessoa maravilhosa, como se realmente estivesse ali ao lado.

Ninguém vive sem um amor, mas todos continuam a existir sem um. É comum ouvirmos falar em deixar as coisas acontecerem, mas sinceramente nunca compreendia até o dia em que meu coração esvaziou. Amei intensamente por um longo período da minha vida, acreditei em mudanças alheias e quis ajudar o outro, fui companheira, generosa e amiga. Fiz loucuras por amor, troquei presentes, fiz graça e viajei a lugares inusitados proporcionando diversão. Chorei, comemorei, sofri, preocupei-me, lamentei certas coisas, inovei, fiz carinho demais e fui compreensiva. Mimei quando foi necessário e fui dura quando não tive alternativas, sonhei e realizei muitas coisas. Por fim… Não perdoei uma única coisa, não confiar em mim.

A confiança é uma estrutura básica pra qualquer relação entre seres humanos.

Penso que ninguém é de ninguém e não é porque se está amando que se tem domínio sobre o outro, no máximo uma atenção maior ao seu bem estar. Querer bem não faz mal, mas tem que ser na medida certa. Na proporção em que não se saia ferido, caso não dê certo.

Então eu disse adeus, não ao amor, mas a tudo que eu tenha que inventar uma pessoa que não existe ou fazer o que não me convém. Com o peito vazio pude me entender e saber o que realmente me é bom. Hoje não busco encontrar alguém, não criei um perfil específico e nem fantasiei um ser assim desse jeito. Sei o que não quero e por isso deixo as coisas acontecerem, sem pressa a gente não se apega a primeira opção. Posso fazer mais por mim e tenho tempo pra cuidar do que sempre desejei. Sim. Eu disse adeus a tudo o que  não me proporciona a sensação de liberdade.

Estar só é estar com quem realmente importa. Você!

“Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.” Dalai Lama

Não me procure mais!

•julho 18, 2010 • 3 Comentários

Aquele vento do destino nos pôs frente a frente, talvez tenha sido o meu ou talvez tenha sido o seu destino, mas algo ele queria nos dizer. E assim fomos dois ventos que se cruzaram e foram embora carregando poeira de vidas opostas.

Cada um em seu mundo, cada um com sua história, dois seres extremamente contrários a todos os significados do existir.

Queria ter calado a sua voz quando soube o seu nome, queria não ter lhe ouvido, queria não ter estado naquele lugar, queria não ter conhecido você.

Se eu pudesse não teria saído naquele dia, não teria fantasiado alguém encontrar e não teria lhe dado nem mesmo a chance de saber meu nome. Não teria permitido que tocasse em  meus cabelos, pegasse em minhas mãos, suspirasse palavras doces aos meus ouvidos e nem permitiria que sentisse o sabor dos meus lábios.

Não me diga onde estou em sua memória, pois não quero saber em que rascunho do seu passado me deixou.

Quando estivemos pertos um do outro, você podia ter doado-se mais, ou apenas dado uma chance a nós dois só um pouquinho. Quem sabe as coisas seriam diferentes, pois eu sozinha não posso amar por nós dois.

Nunca lhe pedi o céu, nunca lhe pedi o impossível, queria mesmo era um pouquinho de você e senti que também precisava um pouquinho de alguém.

Não sei o que pensas que sou, mas nem se preocupe em dizer.  Suas palavras nada importam para mim agora que parti.

Tão longe estamos e tão perto do que poderia ser amor.  Sinto-lhe sozinho sofrendo em teu íntimo. Quem sabe iludindo-se com o que tens e o que pensas ser bom em querer.

Quem sabe não tenha encontrado alguém que entenda o seu coração, pois talvez tenha soprado ao vento por não prestar atenção.

No fundo não quero que sofras, não quero que se lembre de mim, pois não quero nada de você. Quero apenas que não me procure mais.

Não procure saber como estou e não me faça perguntas, não se dirija a mim e jamais diga que um dia me conheceu, não crie ilusões sobre nós dois e não invente histórias.

Se em algum momento pensou que me encontraria pra quem sabe mudar as coisas, lhe garanto que nunca mais nos cruzaremos.  Não precisamos disso, pois o que foi já era.

Não me procure mais e não pressinta que irá me encontrar, pois são apenas lembranças suas insistindo naquele sorriso presenciar.

Eu não existo mais para você e não há nada seu aqui, pois novos ventos cruzam o meu caminho e eu estou prestando atenção!

Lembre-se: Não há nada que eu queira de você e há nada que eu possa lhe oferecer!

 
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